terça-feira, 12 de novembro de 2013

A MEDIDA DE NOSSO VALOR

Sabedoria cap 2: versículo 23 - cap 3:versículo 9  e Lucas cap 17: versículos 7-10

                      Livros da Bíblia: Sabedoria cap 2: 23 - 3:9  e Lucas 17: 7-10

Acostumamo-nos a pensar que fomos/somos feitos à imagem e semelhança de Deus e que Deus é parecido fisicamente conosco.

A passagem mencionada acima do livro  Sabedoria diz que 'Ora, Deus criou o ser humano incorruptível e o fez à imagem de Sua própria natureza.'

Qual é a natureza divina? A incorruptibilidade! Deus não pode ser corrompido, assim como quem é Dele, verdadeiramente. Deus é unidade, é perfeição, é o Todo. Deus não é fração ou parte, é um tecido inconsútil que não se pode rasgar. 

Essa é a imagem de Deus a qual nos assemelhamos, pois a permanência em Deus  é a oportunidade que a cada ser humano é dada ao ser gerado. Não é uma questão física ou de pensamento, ou de atitude que pode ser herdado geneticamente. É muito além disso, é totalmente extra isso, é a própria criatura extraída do corpo místico divino e que permanece imantada a esse corpo místico de forma permanente.

A condição humana é viver a felicidade eterna porque vive-se na essência divina de forma plena e constante. Esta é a verdadeira condição humana.

Contudo, essa unidade não significa dependência, ao contrário, ao homem, à mulher foi concedido o domínio sobre os seus instintos, pensamentos e atos, o que nos leva ao livre-arbítrio. Se Deus é livre para agir e se somos parte desse Deus, também  somos livres para decidir sobre os nossos caminhos, nossas conquistas. Entretanto, devemos nos cuidar com relação ao livre-arbítrio pois que este possa ser também porta de entrada para aquilo que nos pode corromper. E, o que pode nos corromper?A tentativa insana de viver de forma independente de Deus. Quando buscamos essa independência nos tornamos presas de nossas próprias armadilhas, suscetíveis às suas falsas promessas sedutoras. E, quando nos independemos de Deus, a sensação é de que estamos sozinhos numa vida que ainda pouco entendemos, ainda buscamos sua razão, seu significado. Aquilo que não é de Deus, também não deve ser nosso, pois o que não é de Deus, é o Seu contrário. E, o contrário acena com facilidades, liberdades, conquistas todas falsas, ilusórias, mas por quantas e quantas vezes não nos tentamos a abdicar do convívio com o Senhor em resposta a tais chamados?

É, por isso que cada um de nós, é potencialmente corruptível, mesmo em pensamento, e é isso que nos afasta do calor da Luz e nos torna estéreis da felicidade do amor, do prazer em servir ao Senhor com todo o nosso desejo e amor por Ele.

A graça de dedicarmo-nos ao Senhor é somente nossa. Deus, em Sua infinita sabedoria nada espera de nós, pois que transferiu-nos esta responsabilidade, esta obrigação.

É, portanto, nosso dever estabelecermos essa graça em nós mesmos por nossa permanência em Deus. O trabalho é ininterrupto, não há tempo para o ócio no que concerne vivermos a vida plena de Deus.

Deus ama a cada criatura Sua de igual  forma e intensidade. Ama tanto que nos entregou a Sua própria vida em confiança. A pergunta é: será que cuidamos dessa vida, adequadamente?

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